quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dança Árabe para todas as idades... E quanto mais cedo melhor!

  A dança faz parte da minha vida desde a infância. E tendo observado seus benefícios em mim mesma, toda vez que alguma mãe me conta que a filha/o quer fazer aula de dança, pergunta  o que acho ( como bailarina e educadora), desfio um rosário falando tudo que percebi  e compreendo como benéfico nesta atividade.

Não são poucos os benefícios da dança para o desenvolvimento da criança. Digo isto amparada nos anos de graduação em Pedagogia  na UFRGS e na experiência adquirida nos anos que acompanhei o desenvolvimento de muitas meninas, em quase 20 anos em que circulo no meio da dança.

Nunca desenvolvi nenhuma pesquisa a esse respeito durante meu trabalho como interventora cultural com crianças das séries iniciais no Museu Joaquim José Felizardo, mas pude observar o interesse e curiosidade das crianças por outras culturas e como passado. Então me perguntei: Por  que não ensinar dança árabe às crianças?

Fiz uma pesquisa nesta maravilhosa ferramenta que é a Internet. Encontrando diversos artigos e trabalhos acadêmicos a respeito da importância e benefícios da dança  para o desenvolvimento infantil. E, diga-se de passagem, que a qualidade do material é excelente !!!

Segue um “resumão” do que encontrei, e julguei mais importante, sem o preciosismo acadêmico (afinal este não é um trabalho acadêmico!), de forma direta e acessível, sobre os benefícios da dança ( qualquer dança) para as crianças. Em seguida faço uma breve explanação sobre o que é a dança árabe e por fim porque julgo interessante ensinar a dança árabe para todas as meninas que se interessem .Ao final deste pequeno texto, trago os endereços para pesquisa mais profunda.
Espero que gostem...


Por que dançar na Infância???

“A minha dança não é  do corpo, mas  do espírito. A bailarina do futuro  será  aquela cujo corpo e cuja alma houverem  crescido juntos de modo  tão  harmonioso  que esta alma se terá  convertido no movimento   do corpo”

                                                                                                                                  Isadora Duncan

A dança  é uma forma de conhecimento, aborda um educar que visa a sensibilidade, é uma via de educar o corpo, criar um espírito criativo e critico. Trata-se  de um processo educativo que favorece oportunidades de apreciar, contextualizar e vivenciar o próprio conteúdo de estudo.
O MEC incluiu, desde 1998, a dança em dois de seus Parâmetros Curriculares Nacionais respectivamente Arte e Educação Física, tal sua importância. É descrita em ambos como importante processo interpretativo e criativo onde as crianças compreendem, desvelam, descontroem as relações que estabelecem entre copo, dança e sociedade.

A prática da dança propicia uma amplitude de esquemas corporais. Devidamente estimuladas,  levas às crianças a conhecer-se e relacionar-se. Observa-se que a dança favorece a integração da criança no grupo. Onde se reconhece, se aceita, se identifica e onde é aceita e reconhece a legitimidade do outro.
O corpo é o primeiro instrumento de aprendizagem da criança. É com ele e a partir dele  que toma conhecimento e se relaciona com o mundo que a rodeia. É com o corpo que todas as ações são executadas, portanto a motricidade é um elemento importante no desenvolvimento e construção da compreensão do mundo. É um elemento básico na construção da personalidade.

O corpo é a ferramenta da dança. Todo movimento humano é dotado de sentido, significados elaborados pela mente e exteriorizados  em linguagem pelo corpo. E, tendo em vista que se vale de esquemas mentais que elaboram o movimento, estimula as funções cognitivas.
A dança estimula o sentido tátil, uma vez que é preciso sentir o movimento; é  visual, pois a criança vê o que é proposto, faz a leitura e transforma em movimento; é auditiva, pois a criança ouve a música e tem de adequar seus movimentos ao ritmo proposto; é afetiva, tento em vista que entra em contato com suas emoções  e sentimentos e aprende a lidar com as emoções e sentimentos do outro; é cognitiva,  porque é preciso relacionar todos os elementos que a envolvem e coordena-los em intrincados esquemas mentais.
A dança tem uma função pedagógica que ajuda a suprir a necessidade de criação de movimentos e a livre expressão, permite a criança descobrir e evoluir no domínio do próprio corpo amplia sua compreensão de espaços, formas. Auxilia na compreensão de limites apontando possibilidades de superação, ensina a lidar com frustrações e desafios nos aspectos motores, sociais, afetivos e cognitivos.
A dança é uma forma de integração, expressão individual e coletiva que pode permitir a criança reconhecer-se como parte de uma cultura, fator de formação de identidade. Desenvolve a interação, socialização, criatividade, imaginação, uma mente livre e autocritica.Exercita a atenção, concentração, percepção, colaboração e solidariedade. Elementos importantes para um bom desenvolvimento escolar e fundamental  para a vida em sociedade.

O Que é a Dança Árabe?
  Antes de tudo, é preciso entender o que é a chamada de “Dança do Ventre”. Trata-se de uma criação, uma síntese de movimentos característicos de diversas danças e regiões árabes que recebeu ainda influencias do ballet clássico, dança contemporânea e movimentos culturais como o “Orientalismo”.
Sendo o que conhecemos  uma compilação, o grande publico  sabe apenas da dimensão de espetáculo, que foi produzido para um determinado publico que no inicio do séc XIX ficava fascinado com  as belas mulheres com seus ventres nus, saias fluidas, envoltas em véus de seda, cobertas de jóias que modulavam seus corpos em movimentos sinuosos de grande sensualidade. Entretanto este é apenas um aspecto de todo um universo que abrange as danças árabes. Estas possuem muitas manifestações, mas todas têm por principio e sentido básico a celebração.

Tentar buscar as raízes destas danças é um trabalho árduo que tem motivado muitos trabalhos acadêmicos dentro e fora do Brasil. O que se pode afirmar, com certeza, é que  se trata de uma dança com intimas ligações com o feminino, seus ciclos , os povos primitivos comparavam com os ciclos sazonais e hídricos da natureza.
Uma das vertentes mais aceita aponta  o Egito como fonte para boa parte da base da dança que conhecemos hoje. Ali todas as pessoas eram expostas à música  e a dança, sendo parte importante de suas vidas. Danças como a do jarro e  Melea Laff são um bom exemplo disto. São danças que retratam cenas do cotidiano, a primeira conta-nos sobe a rotina  das mulheres que  iam em bando buscar água, a segunda mostra os hábitos das mulheres ao ir para o mercado abastecer suas casas. Atos do cotidiano regados com muita alegria.

Estas, dentre muitas outras danças, fazem parte do folclore (palavra de origem anglo-saxônica que se originou da junção de duas palavras folk=povo e lore=saber, ou seja, saber, sabedoria  do povo). São uma luz  sobre aspectos de uma sociedade, as raízes de um povo.
Quando se aprende alguma dança árabe entra-se em contato com costumes e tradições de diversos paises. Vislumbra-se a maneira de pensar, sentir, agir e reagir de uma cultura preservada pela tradição popular.
É uma cultura oral, passada de geração em geração, aonde a experiência, que só nos chega com o passar dos anos, é honrada e celebrada. Quanto mais experiente uma mulher for, mais apreciada será sua dança. Estas mulheres são exaltadas e admiradas por serem soberanas, elegantes, mantendo postura e decoro antes, durante e depois de suas apresentações. Trata-se de uma cultura que abomina a vulgaridade, considerando-a ofensiva. Esta é a essência da dança árabe: Ancestralidade e alegria de viver.



 Dança Árabe para Crianças

Praticar dança, qualquer que seja ela, é saudável em qualquer idade. Canaliza a energia, promove a auto-estima, desperta a sensibilidade e graciosidade das meninas. Entretanto, algumas pessoas advogam contra o ensino de dança árabe para crianças, pois julgam que seria uma agressão a seu mundo infantil, temendo um desenvolvimento precoce da sensualidade.
Este temor cai por terra com simples medidas. As meninas não devem ser induzidas ou estimuladas a se comportar ou representar uma mulher adulta. Devem fazer aulas entre meninas da mesma faixa etária, em fase de desenvolvimento e interesses mais próximos.
Os movimentos  devem  ser apresentados de forma lúdica, por meio de brincadeiras no caso das mais jovens,  visando principalmente desenvolver a coordenação e o ritmo, voltados para suavidade, inocência e delicadeza.
Não é objetivo nesta fase  o virtuosismo técnico (embora possa acontec. Antes se visa proporcionar vivencias alegres, valorizar a pluralidade, exercitar o dialogo e a tolerância. A dança árabe é para todas, não exige um corpo “perfeito” nos padrões que algumas danças exigem, que sabemos é para poucas. Permite que todas dancem na primeira fila. As meninas são estimuladas no que tem de melhor.

Qual a melhor hora para começar?  Assim que a menina mostrar interesse (DELA e não da mãe). Entretanto é preciso ter em mente que  quanto menor a criança, mais lúdico deve ser o trabalho. Outro  fator importante é a o período de desenvolvimento em que se encontra. Diria que  por volta dos seis ou sete anos, quando as noções de número, conservação,  inclusão de elementos em grupos já começam a se estabelecer, tornando mais fácil o aprendizado e compreensão da menina.
Quando é a hora de uma adolescente passar para uma turma adulta? O ideal seria ter uma turma especialmente para elas, convivendo com meninas  da mesma faixa etária. Mas, nem sempre os horários de suas outras atividades, tão importantes quanto à dança, combinam com os horários destinados a elas. Penso que a partir da menarca (a primeira menstruação) a menina poderia migrar para outra turma, se assim for seu desejo, tendo em vista que a menarca é apenas um indicativo do sistema reprodutor e a menina pode ainda se sentir bem  entre as mais jovens. Mas, sendo este o desejo dela, que tal uma bela comemoração para honrar este importante momento de sua vida com um rito de passagem, tão ausente  nos dias de hoje.O importante é valorizar e celebrar cada momento do sagrado ciclo da vida.



Textos  Originais na bibliografia
Organização
Hanife Hadassah




Textos originais




terça-feira, 14 de setembro de 2010

Desabafo

Eu passei anos anônima e a minha vida era boa. Não que seja muito conhecida, mas não sei pq as pessoas me tiram pra cristo.
Faço as minhas aulas , dou as minhas aulas, não vou a shows, não vou a cursos a menos q seja algo extraordinário e imperdível. qdo vou falo apenas e tão somente com quem conheço. Nada de ficar circulando entre as rodinhas, falando com uns e outros só pra ser lembrada. Em festivais, que nunca fui para competir, levo minha aluna, repasso a coreografia, faço o aquecimento dela, reviso make... vou pro som/luz, terminada a coreografia vou aos bastidores busca-la... Nada além disso.  Se vou dançar ( o que e raro nesse mundo de panelinhas em que eu não me envolvo), chego quase pronta ou pronta, entrego o cd, danço e 99% das vezes vou embora imediatamente, 1% a direção pede para ficar para o encerramento. Se me convidam para dar aula chego antes do horário para verificar som e não atrasar nem um minuto a aula.





Eu fico me perguntando pq com todo o meu esforço para ser invisível e MUDA sai tanto assunto com meu nome.
Eu disse isso ou aquilo de gente que nunca vi, não sei como dança, se dança, se tem escola. Eu mandei Email pra gente que não tenho endereço eletrônico. Eu fiz fofoca em lugares em que não estava sobre gente que nem sei da existência...










Isso cansa!



Eu não sou ninguém, não me esforço pra parecer ser o que não sou. Estudo quetinha no meu canto. Dou as minhas aulas pra quem me procura, não faço divulgação alguma. Não tripudio de ninguém. Não roubo aluna de outras escolas. Não tento roubar a posição de ninguém em outras instituições. Não tento entrar em Cia de Dança, só se sou CONVIDADA a fazer parte e apareço.

Então pq não ignoram a minha existência?!
Pq não vão cuidar da própria vida????

domingo, 5 de setembro de 2010

mais um dia de aula...

Na última semana uma aluna chegou na aula me contando que, navegando pelo orkut, viu que uma bailarina "x" tem um monte de vídeos no youtube e foi logo me perguntando pq eu tb não tinha.
Respondi que tinha sim, mas que não colocava tudo por motivos muito simples:

Vamos compartilhar o que é bom:

Cá entre nós, não se coloca qualquer vídeo só pra fazer volume. Tem que ser bom!!! Muito bom!
Não só para se auto-promover.
As ditas professoras, mestras e blablabla deveriam ser mais cuidadosas. Tem muita menina por ai que estuda exclusivamente por vídeos. Não é o certo, mas elas fazem, e seguem qualquer coisa simplesmente pq não podem ter critérios se não foram ensinadas a tê-los.
Vê-se de tudo. A música vai para um lado a bailarina para outro, não só em tempo. Dia desses estávamos em uma apresentação , JURO, começou a tocar um said, daqueles "pegados" que mal dá para se conter, as meninas entraram com a prof  tocando snuj... fora da música, som sujo... paradas, sem acompanhar a música e sem um passinho sequer do folclore. Se não bastasse entra em seguida uma "bonita" com espada e com um SOUDI! Pelo amor de todos os deuses!!! Soudi é característico do estilo folclórico Khaleege...
Entendem o que eu digo??? 
Ai uma desavisada vai lá olha isso e acha que está certo e assim a coisa se perpetua.


Perguntem... Procurem se informar. Por favor, estudem! Tem muitos cds de ritmos no mercado e até na web...
derbake.com.br
Ouça todos os dias! Eu tenho 18 ritmos no meu mp3 para fazer caminhadas!!

PLAGIO
Logo  em seguida chega uma colega de aula contando que um professor ( que é conhecido por  fazer  cópias descaradas) disse que as fotos dela eram lindas, elogiou o figurino bem folclórico e pediu para ver o vídeo da coreografia... que é premiada.

Não sou a favor de por coreografias inteiras na web pq ao invés de estudar as pessoas simplesmente copiam.
 Não faça isso. Não roube o tempo de estudo, o investimento em aulas e cursos de outras pessoas.
Estude!

Respeito as tradições

Não, eu não sou nenhuma radical. Acho que um pouco de inovação é sempre bem vinda. Mas, como diz  Carlinhos de Jesus 90% de dança e 10% de "liberdade poética"... E com um mínimo de noção, já que "Gosto não se discute, deplora-se!" - como diz o Mestre DeRose.
Uma  criatura foi para o festival Ahlan Wa Sahlan , no Egito dançar "Reboleichom"... Sem maiores comentários...
Estude os costumes, os pqs de cada ritmo ser trajado desse ou daquele modo, os gestos característico e seus pqs... Estudo e mais estudo. Não há como escapar disso.


Sim se aprende com o que não é bom

Sempre que me deparo com esses vídeos, gravo e levo pra aula. deixo as meninas assistirem e tirar suas conclusões. Deixo que percebam o que é certo, o que não fica bem...
Uma delas me pediu para ensinar o uso de véus. Peguei um desses e mostrei. Perguntei em seguida o que não estava bom e ela respondeu de pronto: Parece que estão com panos de chão!!! Não tem braços para trabalhar o véu!
Não precisei explicar  de novo que  iniciante não tem alongamento, agilidade e força na medida certa para trabalhar o véu...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Dando a cara a tapa

Eu danço desde que me entendo por gente.
Nem sempre foi fácil. Pelo contrário, sempre foi muito, muito difícil.
Difícil porque qualquer arte é cara. Não é nada barato estudar uma arte. Se você consegue pagar as aulas esbarra   com o custo de cursos extras, que são muitos; figurinos que praticamente se tem que vender um rim por mês pra pagar; sapatilhas, na época da ginástica era uma por mês, no ballet uma por trimestre ( a bandida quebrava as pontas), inscrições em festivais ( quem não é visto não é reconhecido nem lembrado).
Uma vez ouvi Toshie Kobayashi dizer, ao responder  o que precisa-se para ser uma grande bailarina, que não basta talento, é preciso dedicação, bons professores e sim DINHEIRO, sem ele não é possível se aprimorar. 

Se o problema fosse só o dinheiro para investir até que tem como se contornar. Quando era ginásta nós conseguimos o patrocínio do consulado da Alemanha, estranhamente, apesar de ser de um "clube" do estado, nós não tínhamos o apoio para competir... enfim. O que acontecia então? Roubavam descaradamente. Se a uma série tinha nota de partida 6, nós podiamos contar que vinha com 4,5... Tínhamos que ser melhores ainda para poder garantir que teríamos uma nota "justa". Competindo contra meninas que tinham preparadores técnicos individuais e aulas de ballet. A Cris fazia milagre com o material humano que tinha.
Mesmo assim experimentamos algumas vezes o sabor de passar para as finais com várias ginastas em primeiro lugar e algumas medalhas em finais.


A primeira vez que ouvi que era uma bailarina talentosa foi da minha técnica de ginástica dizia que se eu tivesse começado uns 2 ou 3 anos antes, teria sido brilhante. Eu tinha 10 anos.
Quando deixei de ser ginasta, pq estava velha com 17 anos, tentei fazer ballet e nem me deixaram fazer aulas " devia ter começado na infância, agora é tarde..." o irônico é que a mesma prof me deu altas dicas mais tarde e me elogiou muuuuuuuuuuuito na barra... 
"Terias sido uma grande bailarina, pena que não começou a estudar antes."  É incrível, mas parece que só se é capaz de aprender algo quando se é criança !

A unica dança que me aceitou sem reservas foi a dança do ventre.
A minha primeira prof era a pessoa mais doce desse mundo. Sempre que eu dizia que aquilo não era pra mim ela me dizia que era para todas...

Isso foi há treze anos.
Em treze anos eu já dancei e competi com bellet, contemporaneo, jazz, tenho algumas medalhas do tempo de ginásta. Mas, nunca em tempo algum com dança do ventre.
O tempo foi passando e eu não me sentia pronta, não me sentia apta. Olhava as grandes bailarinas e pensava ainda como lá na primeira aula, não é pra mim...


Até que encontrei uma mestra.
Ela soube tirar o melhor de mim. Nunca me disse que era tarde de mais. E redescobri uma alegria em dançar, um êxtase. Nações podem cair, cometas se aproximarem da Terra que não me abalaria, sequer tomaria conhecimento. Só quando a última nota da música terminasse eu voltaria a mim...
Então os sentidos voltam, o mundo toma forma outra vez e nos últimos tempos, pra minha surpresa, tem pessoas extasiadas aplaudindo a minha dança. Isso é imensurável...
Quando se tem diante de si um velhinho com os olhos rasos dizendo que a dança o lembrou a sua terra... Quando por um instante eu vejo os olhos da minha mestra... É tudo.

Só depois de conquistar isso eu quis me testar. 
Acredito piamente que criticas são construtivas, que sempre temos algo para crescer e aprimorar. 
Por onde começar? Professora, por mais que seja boa, nunca é neutra ao nos dar uma avaliação. Os amigos são tendenciosos e bancas de concursos de dança, na maioria das vezes , e isso é muito triste, nem sabem o que é a dança... Eu queria me por a uma prova de verdade saber se sou boa no que faço, se minha técnica está a contento, por quem entende. E a oportunidade veio até mim. Simplesmente veio a Porto Alegre um dos maiores empresários do mundo árabe para escolher bailarinas para o seu elenco.

Entrar no palco sabendo que na platéia estava um dos maiores empresários do mundo árabe me avaliando, me deixaria aterrorizada, antes, não agora.
Lembro de ter no último instante tirado os sapatos e pensar " É a hora da verdade" a introdução foi terminando, sorri e o mundo desapareceu. 
Depois disso, 9 "excelentes" , foi bom, mas só provou o que eu já sabia...